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Como a qualidade da água pode ajudar a diminuir os quadros de infecção hospitalar?

A água é utilizada em diversas atividades dentro de um hospital. Por isso, a sua qualidade pode influenciar no quadro de saúde dos pacientes. Existem muitos casos de infecções ligados à água contaminada que, por falta de manutenção e de um serviço de análise de água adequado, foi usada para atendimento ao paciente, especialmente materna e infantil, lavagem das mãos e limpeza de dispositivos médicos.

No artigo desta semana vamos falar quais cuidados devemos ter com a água hospitalar visando auxiliar na diminuição de casos de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS).

IMPORTANTE: as medidas sugeridas nesse artigo foram feitas com base no Guia de controle de infecção hospitalar da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas (ISID) e nos dados do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Infecções Hospitalares e a Água:

Algumas condições como acúmulo de biofilme, corrosão das linhas de distribuição, a falta de manutenção de tubulações e de limpeza de caixas d’água, envelhecimento dos sistemas de distribuição e estagnação da água podem contribuir para o desenvolvimento e propagação de microrganismos potencialmente patogênicos em hospitais.

No ambiente hospitalar, por apresentar um grande número de pessoas imunodeprimidas, os pacientes são mais vulneráveis a esses microrganismos presentes na água e podem ter complicações durante a sua internação. A exposição do paciente a microrganismos transmitidos pela água pode ocorrer pela sua ingestão, pela inalação de gotículas durante o banho ou com o contato de equipamentos médicos (tubo de alimentação bolsas, endoscópios, equipamento respiratório) enxaguados com água da torneira.

Quais medidas tomar para diminuir o risco de infecção hospitalar relacionado à água?

  • Realizar um programa de gerenciamento de água para hospitais, com o intuito de identificar tanto os principais pontos críticos no sistema quanto as ações corretivas que podem minimizar o crescimento e a disseminação de microrganismos potencialmente patogênicos transmitidos pela água;
  • Fazer a dosagem de biocida (cloração), de modo a manter os níveis de cloro adequados na água para reduzir o risco de Legionella de vida livre e de outras bactérias potencialmente patogênicas. Além disso, realizar análises das concentrações de cloro nos principais pontos de consumo para saber se o biocida está chegando adequadamente em todos os pontos da rede;
  • Realização periódica de análises de água para verificar a presença de células bacterianas de vida livre potencialmente patogênicas. A análise da água é o primeiro passo para medidas corretivas;
  • Limpeza e desinfecção de chuveiros, torneiras, bebedouros entre outros locais, para evitar o desenvolvimento de microrganismos que podem infectar o ser humano através do seu consumo água, contato com a pele ou por gotículas inaladas.

IMPORTANTE: No caso de um único caso confirmado de doença do legionário nosocomial, ou dois casos possíveis em menos de 6 meses, é recomendado a realização de uma investigação epidemiológica e ambiental no ambiente hospitalar.

Exemplos de bactérias que causam surtos hospitalares relacionados à água:

A tabela abaixo descreve algumas bactérias que são amplamente conhecidas por causarem problemas com infecção hospitalar:

tabela  bactérias que causam surtos hospitalares
Tabela adaptada: hhttps://isid.org/wp-content/uploads/2018/07/ISID_InfectionGuide_Chapter19.pdf

Por isso, enfatizamos a importância da limpeza de caixas d’água e higienização de reservatórios com periodicidade e a realização de um cronograma com análises mensais contemplando pontos críticos de consumo, isto é, que, pela falta de higiene, possam representar riscos para os usuários. É importante que o cronograma englobe o máximo de pontos críticos para serem analisados pelos menos dentro de um semestre, para garantir a segurança da água de pacientes.

O problema da Legionella em tempos de pandemia:

Normalmente a presença da Legionella na água do ambiente hospitalar já é um desafio. Segundo os dados do CDC, cerca de 30% dos surtos de Legionella ocorrem em ambientes de saúde.

Além disso, estudos iniciais de casos de coronavírus na China e no Japão demonstraram que 20% dos pacientes com COVID-19 também estavam infectados com a bactéria Legionella, o que pode complicar a recuperação desses pacientes, o que demonstra que são necessários maiores cuidados com a qualidade da água hospitalar durante o cenário de pandemia.

Leia nosso post sobre o aumento do risco de contaminação por Legionella durante a crise da Covid-19.

IMPORTANTE: Vale ressaltar que recentemente a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou uma norma para a prevenção de legionelose associada aos sistemas prediais coletivos de água.

A MICROAMBIENTAL POSSUI SERVIÇOS DE ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS DE ÁGUA QUE ATENDEM SUAS NECESSIDADES

Para garantir a qualidade e a confiabilidade de seus laudos, a Microambiental investe em tecnologia e inovação tendo acreditação na NBR ISO/IEC 17025 e seguimos procedimentos de análise de acordo com o Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, publicado pelo AWWA. Além disso, nós proporcionamos soluções personalizadas e focadas nas necessidades de cada parceiro, assim disponibilizamos os resultados por relatórios com interpretações e medidas corretivas, considerando a legislação pertinente.

Links para as matérias-fonte deste artigo:

1 –  http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/PORTARIA%20CVS-5_090413.pdf

2 – http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/Comunicado%20CVS%20006.pdf

3 – https://docplayer.com.br/21379486-Um-estudo-sobre-os-impactos-dos-biofilmes-microbianos-nas-industrias.html






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