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Candida auris: o que você precisa saber sobre o novo caso do superfungo?

Fonte da imagem: https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=23239

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta quarta-feira (12/01/2022), a confirmação de uma a terceira  infecção pelo superfungo Candida auris no Brasil. O fungo causa preocupação especialmente em espaços hospitalares por atingir principalmente pessoas imunossuprimidas, pela sua resistência a medicamentos e desinfetantes. 

No artigo desta semana, vamos entender um pouco melhor: 

  • o surto de Candida auris no Brasil; 
  • como a Candida auris é transmitida; 
  • como prevenir a propagação de Candida auris hospitalares e; 
  • a relação da qualidade da água com os riscos de infecção hospitalar. 

Entendendo o surto de Candida auris no Brasil: 

A Anvisa tem analisado casos suspeitos do fungo desde 2017, mas os primeiros só foram confirmados durante a pandemia de covid-19. 

O primeiro caso confirmado foi identificado em uma amostra da ponta de um cateter de paciente internado em UTI de Salvador, local dos dois primeiros surtos: um em dezembro de 2020 (com 15 casos e dois mortos em um hospital da rede privada) e outro em dezembro de 2021 (com um caso em um hospital da rede pública).

Apesar dos números de casos registados relativamente baixos, podemos considerar haver um surto de Candida auris porque a definição epidemiológica de surto abrange não apenas uma abundância de casos de doenças contagiosas, mas também o surgimento de um microrganismo novo na epidemiologia de um país. 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59981551

Como transmite Candida auris?

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) a transmissão pode ocorrer por contato com superfícies,  equipamentos contaminados e de pessoa para pessoa. Mas ainda é necessário mais pesquisas para entender melhor como ocorre a propagação deste fungo.

Como prevenir a propagação de Candida auris hospitalares?

  • Mantenha o ambiente limpo. Limpe com água e sabão seguido de desinfecção com 0,1% de alvejante;
  • Uma vez que o paciente recebe alta, a limpeza das superfícies, piso e parede deve ser assegurada com água e sabão, seguido de alvejante desinfetante a 0,1%;
  • O CDC recomenda a desinfecção com um desinfetante de grau hospitalar registrado pela EPA, conhecido por ser eficaz contra os esporos da bactéria da superbactéria hospitalar, C. difficile. O ingrediente ativo na maioria desses produtos é o alvejante de hipoclorito de sódio (cloro). Outros ingredientes ativos eficazes são o peróxido de hidrogênio, o ácido peracético, além compostos de quaternário de amônio.

Água e os  riscos de infecção hospitalar: 

Apesar de até o momento não termos relatos da transmissão da Candida auris pela água, gostaríamos de ressaltar que a manutenção da  qualidade da água potável hospitalar é essencial para o controle de infecções hospitalares, pois é utilizada para a higiene dos locais, higiene de mãos, consumo, esterilização de materiais médicos, processos de diálise entre outros. 

Além disso, a água pode ter outros microrganismos oportunistas como as bactérias da Enterobacteriaceae que também são particularmente importantes no contexto da resistência aos antibióticos.

Por isso, além da sanitização de ambientes, o ideal é que o hospital realize um programa de gerenciamento de água, como o programa água segura para hospitais da Microambiental, com o intuito de identificar tanto os principais pontos críticos no sistema quanto as ações corretivas que podem minimizar o crescimento e a disseminação desses microrganismos.

Abaixo listamos algumas medidas para ajudar no monitoramento da qualidade da água para hospitais:

  • Realizar periodicamente análises de água. As análises são o primeiro passo para medidas corretivas e garantem que a água é segura para consumo. Desse modo, recomendamos a realização de um cronograma com análises mensais considerando pontos onde a água fica estagnada ou áreas com uso infrequente, bem como a suscetibilidade dos ocupantes aos riscos de exposição. 
  • Utilizar sistemas inteligentes de dosagem de cloro que apresentam leitores que medem constantemente  a concentração de cloro livre na água e assim mandam comandos para as bombas iniciarem ou interromperem a dosagem de cloro. Esses sistemas são os mais adequados para o setor de saúde que precisam do ajuste mais fino dessas concentrações. 
  • Realize a  limpeza de caixa d’água e higienização de reservatórios na periodicidade recomendada para remover partículas e incrustações nas superfícies internas dos reservatórios.

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A Microambiental é uma empresa com mais de 20 anos de experiência em controle microbiológico. Dispomos de soluções completas para identificar, combater e monitorar o desenvolvimento de biofilmes. A partir da combinação de serviços complementares, a Microambiental consegue montar programas que garantem a saúde dos sistemas de água.





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