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Qualidade do ar em ambientes internos: tudo o que gestores de facilities precisam saber

A qualidade do ar em ambientes internos é um fator muitas vezes negligenciado, mas que tem impacto direto na saúde, produtividade e bem-estar dos ocupantes.

Em especial, gestores de facilities precisam estar atentos às exigências legais, riscos à saúde e às boas práticas de monitoramento.

Este artigo responde às 10 perguntas mais comuns sobre o tema, com foco técnico e prático.

1. Quais são os principais tipos de riscos?

Riscos microbiológicos:

  • Fungos como Aspergillus, Fusarium e Penicillium
  • Bactérias patogênicas ou oportunistas, como Legionella
  • Vírus em ambientes de alta densidade populacional

Riscos físico-químicos:

  • Concentração elevada de CO₂ (indicador de ventilação insuficiente)
  • Compostos orgânicos voláteis (tintas, móveis, produtos de limpeza)
  • Partículas finas associadas à poluição externa e atividades internas

2. Quais são os principais riscos à saúde?

A exposição contínua ao ar contaminado pode gerar:

  • Doenças respiratórias crônicas (asma, bronquite, pneumonia)
  • Alergias e irritações (olhos, garganta, nariz)
  • Infecções por fungos e bactérias
  • Fadiga e dificuldade de concentração
  • Aumento do absenteísmo e da rotatividade de pessoal

Ambientes com ar de má qualidade comprometem também o desempenho cognitivo dos colaboradores, reduzindo a eficiência operacional.

3. Por que os fungos se formam no ambiente interno?

Os fungos se desenvolvem principalmente em locais com umidade elevada, falta de ventilação e resíduos orgânicos.

Ambientes mal projetados ou com sistemas de ar-condicionado sujos favorecem a formação de mofo e bolor, com impacto direto na qualidade do ar.

Forros, paredes de dry-wall ou paredes com infiltração podem contribuir para o aumento da umidade e, consequentemente, para o desenvolvimento de fungos.

4. Quais os sintomas comuns de exposição ao ar contaminado?

  • Tosse persistente
  • Congestão nasal
  • Irritação ocular
  • Cansaço frequente
  • Agravamento de doenças respiratórias
  • Dificuldade de concentração e sonolência

Esses sintomas são comuns em ambientes corporativos e podem ser confundidos com gripes e viroses.

5. O que diz a principal referência normativa sobre qualidade do ar?

A norma técnica mais relevante é a ABNT NBR 17037, que estabelece os procedimentos para avaliação da qualidade do ar interior em ambientes climatizados de uso público e coletivo.

Ela exige monitoramento de parâmetros como:

  • Concentração de dióxido de carbono (CO₂)
  • Temperatura, umidade e velocidade do ar
  • Contagem de fungos e bactérias mesófilas

A norma também orienta a frequência das análises e as responsabilidades dos gestores.

6. Como evitar problemas com a qualidade do ar?

  • Higienize os sistemas de ar-condicionado periodicamente
  • Realize manutenções preventivas nos filtros e dutos
  • Evite acúmulo de umidade em carpetes, paredes e móveis
  • Monitore regularmente os parâmetros de qualidade do ar
  • Garanta ventilação adequada, natural ou mecânica

7. Qual a importância da manutenção dos sistemas de ar-condicionado?

A manutenção e higienização periódica dos sistemas de climatização é essencial para:

  • Prevenir o acúmulo de fungos e bactérias nos dutos
  • Garantir o desempenho térmico adequado
  • Prolongar a vida útil dos equipamentos
  • Evitar multas e não conformidades legais

8. Minha empresa é obrigada a fazer análise do ar?

Sim, se o ambiente for climatizado de uso público e coletivo, como escritórios, centros comerciais, clínicas ou escolas.

A ABNT NBR 17037 exige que o ar interno seja monitorado conforme as diretrizes técnicas, especialmente para CO₂, fungos e temperatura.

9. Com qual frequência devo realizar a análise?

A recomendação padrão é:

  • Análise completa semestral
  • Monitoramento periódico (CO₂ e umidade) conforme ocupação e uso
  • Higienização de sistemas de ar-condicionado pelo menos a cada 6 meses ou conforme indicado pelo PMOC

A frequência ideal depende do tipo de ambiente, volume de ocupantes e histórico de não conformidades.

10. Como deve ser feita a coleta de amostras de ar?

Amostras externas:

Deve ser selecionada uma amostra de ar exterior, localizada fora da estrutura predial, em local representativo e protegido de fontes de contaminação direta (como geradores, descargas de veículos ou torres de resfriamento).

A coleta deve ocorrer no mesmo período (manhã, tarde ou noite) da amostragem dos pontos internos, garantindo representatividade ambiental e comparabilidade dos dados.

Amostras internas:

A quantidade de amostras internas a serem analisadas depende da área climatizada construída de uma mesma edificação.

A ABNT NBR 17037 estabelece critérios específicos de proporcionalidade. De forma geral:

  • Ambientes de até 1.000 m²: coleta mínima de 1 amostra
  • De 1.000 a 2.000 m²: 3 pontos de coleta
  • Acima de 2.000 m²: consulte a nossa tabela de Plano de Amostragem

Essas diretrizes garantem que a avaliação da qualidade do ar em ambientes internos seja precisa, confiável e tecnicamente embasada.

Como a Microambiental pode te ajudar?

A Microambiental é referência nacional em análises e soluções ambientais para qualidade do ar e da água. Oferecemos:

  • Análises microbiológicas e físico-químicas completas
  • Relatórios técnicos com recomendações corretivas
  • Conformidade com a ABNT NBR 17037 e demais normas
  • Atendimento técnico e consultivo especializado

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Nossa equipe está pronta para garantir um ambiente mais saudável, seguro e produtivo para sua organização.





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